A descoberta dessa pesquisa foi em 2018. Durante a disciplina de Técnicas de Reportagem e Investigação Jornalística, conversando com dois colegas sobre quem seria o personagem do nosso perfil, foi decidido que falaríamos sobre o enigmático Archidy Picado. 

Envolvido em mistérios, pouco se sabe sobre a vida dele. A única certeza que tínhamos era de que ele tinha sido um artista plástico e que a galeria do Espaço Cultural recebe o seu nome. A imagem que construí sobre ele foi através de relatos. Sempre eram descrições turvas, como se fosse um fantasma, ou alguma espécie de lenda.

Com as poucas informações que tínhamos na época, achamos, por milagre, uma revista esquecida nos corredores da universidade. Trata-se da edição comemorativa sobre Raul Córdula da revista Segunda Pessoa. Neste exemplar, um dos textos apresentados é sobre Archidy, chamado “O despertar da Modernidade”. Já no primeiro parágrafo, Córdula (2009) fala sobre o pouco que se escreveu e pesquisou sobre a obra de Archidy Picado. 

Conforme os avanços na pesquisa para o perfil, depois de algumas entrevistas, os familiares do artista informaram da existência de uma pesquisa começada por Madalena Herculano, considerada pela cena cultural como a viúva de Archidy. Utilizamos fragmentos do material para finalizar o perfil para aquela disciplina, mas a vontade de escrever mais sobre ele continuou.

*Pôster da pesquisa original de Madalena*

Apesar das informações reunidas por Madalena, há a questão do acervo de Archidy, que está disperso. Parte está com familiares, outra com amigos.

Quando tive acesso ao material coletado, percebi que ainda faltavam muitas peças para a construção da história da vida e obra do artista. Então decidi que daria continuidade a este projeto, transformando-o em meu trabalho de conclusão de curso.

Diante do exposto, esta pesquisa parte da seguinte problemática: Quais foram as contribuições de Archidy Picado para a arte paraibana? Reunir definitivamente o material produzido por Archidy, contar sua história e exibir seus trabalhos para o grande público é um dever para com a história da Paraíba. 

E, para a exibição destas contribuições, desde suas pinturas até seus textos sobre crítica de arte, com a acessibilidade, rapidez e durabilidade provenientes da internet, o formato ideal para este trabalho é o blog.

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