Archidy Picado
Nasceu em Catolé do Rocha, em 1957, um promissor artista plástico, que também trabalha a cerâmica, não como oleiro ou artífice, mas como um pesquisador de novas formas criativas.
Francisco Ferreira de Andrade é um talento inato. Apesar de influências valiosas, enriquecidas pela sua imaginação, Chico Ferreira no seu autodidatismo, procura desenvolver problemas sociais através de elementos estéticos, sobrepondo, deste modo, a subjetividade transcendental dos que advogam o conceito da Arte pela Arte, mera decoração, simples prazer sensual, hedonista, por conseguinte, esteticista.
A figura de mulher (uma constante em seus temas) simboliza também o homem em sua totalidade. Há inclinações eróticas bem visíveis em seus quadros, mas muito mais por intermédio da sinuosidade das linhas – insto é, da maneira sobretudo implícita – do que soe acontecer nas obras de arte de civilizações primitivas (hindu, japonesa, africana) e até em povos pré-históricos. O erotismo prevalece destavacelmente nas pinturas de Matisse, Rodin, Miguel Ângelo, Picasso e tantos outros.
Chico lida com as cores primárias por serem provavelmente as mais fundamentais. Há uma preferência pelo amarelo-ouro, mas utiliza áreas sem cor, para melhor aproveitamento do espaço, embora sem desejar encerrar as formas dentro de áreas vazias. A não limitação do espaço é proposital, pois o artista pretende salientar os aspectos ilimitados e inacabados de suas obras.
A técnica utilizada é a espuma, o pincel e o rolo, as superfícies são preparadas sobre eucatex e cedro, a fim de evitar um maior prejuízo material causado pelo alto grau de umidade da região.
Conforme alguns críticos, Chico consegue divinizar a mulher, o grande úteo do mundo, de onde se origina o homem com a consciência de sua própria condição de ser mortal e, portanto, transitório. Realizou várias exposições, tanto individuais como coletivas: 1º Mostra Norte/Nordeste de Artes Plásticas (Espaço Cultural), Hotel Tropicana, Retiro Galeria de Arte – Recife, Oficina d’Artes e 1º Salão Paraibano de Artes, na UFPB.
Chico Ferreira é aluno do curso de Comunicação da UFPB e trabalha profissionalmente cinco horas por dia em seu atelier particular. Cultiva uma horta – como bom amante da natureza- e, além da pintura e cerâmica, toma conta dos peixes de seus aquários.
Sem data
Revisado: Carol – 10.10.2023
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